Missão

Resolver problemas complexos de conectividade em todo o mundo utilizando inteligência de dados e tecnologia.

Visão

Nos tornar referência em inovação no mercado de telecomunicações e realizar uma ativação internacional até 2022

Valores

Trabalho em equipe, protagonismo, empatia e desenvolvimento pessoal.

O design sprint como potencializador de boas soluções

O Design Sprint é uma metodologia para desenvolver e testar soluções em até 5 dias, seguindo o fluxo abaixo:

 

 

Esse texto não tem como objetivo explicar a metodologia, porque isso você pode achar em qualquer lugar. Aqui separei os três pontos que mais me chamaram atenção durante a aplicação desse processo:

 

Não se contente com problemas superficiais

 

O primeiro dia do processo é totalmente focado no problema. Não é por acaso que toda a turma achou esse o mais difícil.

Instintivamente buscamos soluções. Não tem jeito: achamos que sabemos qual é o problema e vamos direto para as possíveis soluções. Durante esse dia percebi que não sabia nada sobre a definição de problemas e por isso minhas soluções sempre correm o risco de serem superficiais e, no fim de tudo, não resolver nada.

Na vida como empreendedor já me deparei muitas vezes com a falta de recursos para realizar um projeto, aumentar a equipe ou até equipar melhor a empresa. Nesse momento sempre tem alguém que chega com a ideia de pegar um empréstimo. A falta de dinheiro é um problema, o empréstimo é uma solução, mas será que isso vai de fato resolver O PROBLEMA?

Por que a empresa não tem recursos próprios para se equipar? Por que não estamos conseguindo fechar mais negócios? Por que os clientes que temos não estão pagando em dia? Por que não estão renovando os contratos? Por que? Essa é a pergunta que mais ouvimos durante todo o primeiro dia do Design Sprint e como isso é incomodo. Chega a dar dor de cabeça.

Começamos com os problemas mais simplistas do mundo: Falta dinheiro, o ticket médio é muito baixo ou o cliente não aceita pagar mais. Terminamos chegando à conclusão de que o nosso atendimento é falho, que não temos uma boa proposta de valor ou não sabemos calcular o valor do nosso produto. Saindo da superfície dos problemas e chegando a sua raiz podemos pensar em soluções que realmente vão resolve-los.

 

Comprometimento total com a solução proposta

 

No segundo dia, tudo gira em torno da solução. Em um momento, fazemos um brainstorm que é seguido por uma votação da solução que achamos mais adequada. Como numa boa democracia, a decisão escolhida não foi proposta (e geralmente não foi apoiada) por todos.

Uma vez eleita a forma com que vamos solucionar o problema, não há mais espaço para discussões sobre sua legitimidade. Toda a equipe deve abraçar e se comprometer com ela. Em ambientes cada vez mais competitivos e com vários “gênios” que acham que sabem tudo, essa é uma lição valiosa. Aprender que todos podem ter soluções válidas e que as suas próprias nem sempre serão as únicas ouvidas é de extrema importância. Tão importante quanto isso é desenvolver a habilidade de contribuir para o sucesso solução proposta por outros.

 

Tenha um “raciocínio visual”

Outro desafio do Design Sprint é fazer todo o processo (quase) sem escrever. Tirando o brainstorm, tudo é feito com desenhos. A definição do problema, a persona, a jornada do consumidor, o planejamento estratégico… tudo é feito sem se escrever uma palavra. Por mais difícil que pareça, essa característica da metodologia elimina um filtro natural que temos, deixando um pouco o nosso lado analítico e entrando cada vez mais no lúdico e criativo.

Essa abordagem é diferente para mim, que como a maioria dos gestores tem mania de escrever em tópicos tudo o que pensa. Mostra que existe outra forma de organizar, colocar no papel e explicar as ideias. Não acredito que possa ser aplicado em toda a situação, mas dentro da metodologia do Design Sprint essa é uma das ferramentas mais importantes para se chegar em resultados significativos.

 

Menção honrosa: Foco total

Sim, esse poderia até ser considerado um quarto ponto, mas na verdade não foi algo que me chamou muito a atenção, mas o fato dele existir dentro da metodologia diz muito sobre nossa falta de foco atual.

Aprendi com Renan Hannouche, CDO da Hostdime no Brasil, que o celular deve ficar no bolso em qualquer reunião, a não ser que ele faça parte da conversa. Anotações? Use um caderno, tablet ou notebook, mas nunca dê a impressão de que você pode estar vendo ou respondendo alguma mensagem enquanto está com um cliente, parceiro ou com sua equipe.

Um dos pontos chave do Design Sprint é o compromisso de não olhar o celular e bloquear a agenda durante os períodos de imersão. Por mais surreal que possa parecer passar 4 ou 5 horas sem conferir o celular, é possível sim. Isso vai ajudar a manter todos presentes e focados em encontrar problemas e propor soluções.

Voltando à dica do Renan, manter a cabeça nas reuniões e compromissos do nosso dia vai fazer com que eles sejam mais produtivos e gerem melhores resultados.

Como falei no começo, esse não é um texto para detalhar os pontos do Design Sprint, muito menos para explicar como você pode aplica-lo na sua empresa. Esse texto busca comentar um pouco sobre esses três pontos e mostrar que talvez você não esteja “cavando” o suficiente para chegar ao centro dos seus problemas (ou dos problemas que busca resolver com seu produto/serviço). Também busca provocar que talvez você não esteja se comprometendo totalmente com as soluções propostas pelos seus sócios ou colegas de trabalho por orgulho ou por não querer aceitar que o outro pode ter as respostas que você ainda não tem.

Por último quero propor que você esteja aberto a testar outras formas de pensar e desenvolver ideias. Adotar novas abordagens pode criar uma dinâmica de muita colaboração isso leva a resultados surpreendentemente bons.

Thiago Carvalho

Co-Fundador